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Transtornos Alimentares: quais os tipos, sintomas e tratamentos

Postado em: 14/03/2025

Os Transtornos Alimentares (TA) são definidos como perturbações permanentes na alimentação ou no comportamento alimentar de um indivíduo, cujo sofre normalmente preocupação excessiva com o peso e imagem do corpo, sendo muitas vezes, extremamente críticos com sua forma física.

Nas últimas décadas, a sociedade sofreu uma transição, embora ainda não esteja definida, sobre a questão da imagem, tanto de mulheres quanto de homens, que inicialmente começa com as exigências e regras daquilo que era aceitável do que deveria ser segregado do meio.

A indústria da moda, com suas modelos extremamente magras, os comerciais e programas de televisão, influenciam as pessoas, a ponto de elas se sentirem abaixo do padrão de beleza, desconsiderando a característica particular de cada um, e ainda, o biotipo que caracteriza brasileiras e brasileiros.

Isso, em longo prazo, alterou o comportamento das pessoas de diversas idades, logo, o seu modo de alimentar deixou de ser saudável, assim como sua parte mental, uma vez que, tudo parece girar em torno da comida e do corpo, num ciclo sem fim.

Mas de uns anos para cá, podemos ver uma mudança em todo esse meio, onde a aceitação da própria imagem e do peso, tem se tornado mais evidente, em que grandes marcas e campanhas de conscientização dos órgãos de saúde,  têm motivado novamente o respeito pela individualidade de cada um.

Entretanto, essas cobranças de médio e longo prazo, fizeram pessoas mudarem seu estilo de vida, causando vários tipos de transtornos alimentares. 

Transtornos Alimentares

Tipos de transtornos alimentares

Anorexia nervosa

A anorexia nervosa é um dos transtornos alimentares mais severos, já que os pacientes costumam ser excessivamente controladores com o que ingerem ao longo do dia, já que o intuito é emagrecer o máximo que puderem.

Ainda há outro problema relacionado à anorexia nervosa, uma vez que, as mulheres são as mais afetadas pelo distúrbio, sofrem de alterações no ciclo menstrual e problemas hormonais, decorrentes da desnutrição.

Bulimia nervosa

O transtorno se caracteriza por ciclos alternados de ingestão e restrição alimentar, onde, o paciente come de forma compulsiva e exagerada e em seguida, provocam o vômito, ou usam de medicações como laxantes, a fim de evitar o ganho de peso.

É característica também da bulimia nervosa, praticar exercícios e fazer dietas com restrição de alimentos, que muitas vezes, fazem a pessoa perder peso, onde amigos e família sequer notam o problema.

Em longo prazo, esse transtorno alimentar pode desencadear sérios problemas gastrointestinais, além de inflamações no canal do esôfago e garganta.

Ortorexia nervosa

A ortorexia nervosa é definida pela fixação por saúde alimentar de forma excessiva, que ainda está em discussão suas características associadas ao transtorno alimentar.

Entretanto, fica o alerta para que a sociedade tenha atenção a fim de evitar o exagero dessa prática, até que a mesma se torne uma patologia.

O distúrbio é conhecido pela preocupação e controle quanto aos alimentos saudáveis e hábitos nutricionais, de forma que o indivíduo elimine de uma única vez e por completo outros grupos alimentares, a ponto de evitarem comer socialmente ou deixar de se alimentar, caso as refeições não sejam preparadas de acordo com seus requisitos.

Compulsão alimentar

Refere-se à alimentação feita com base nas emoções, como momentos de ansiedade, em que o indivíduo, alimenta-se de forma exagerada, mesmo que não esteja com fome.

Como resultado, a compulsão alimentar gera sentimentos de culpa e de raiva, uma vez que a pessoa se alimentou, normalmente de produtos com alto valor calórico, como doces, frituras e chocolates, o que aumenta a obesidade e favorece o surgimento de outros transtornos alimentares como a bulimia.

Há outros 9 tipos de distúrbio alimentar, onde, cada um deles apresenta um grau de restrição e que, em longo prazo, compromete a saúde do indivíduo:

  • Tare: comum na infância, em que as crianças selecionam o que comer e o que não comer. Costuma desaparecer na fase adolescente e adulta;
  • Ruminação: o ato de regurgitar (expelir e mastigar) o alimento, engolindo-o novamente, ou não;
  • Pica: transtorno relacionado ao de mastigar coisas e alimentos sem valor nutricional como gelo, argila, terra ou papel;
  • Vigorexia: preocupação constante com o crescimento de massa muscular; 
  • Diabulimia: a combinação de Diabetes e bulimia, em que o indivíduo  deixa de tomar a insulina e faz a pratica do vômito ou ingere purgantes para perder peso;
  • Drunkorexia: dieta baseada no consumo excessivo de álcool;
  • Fatorexia: pessoas que estão acima do peso ou com obesidade que se percebem como magras, que não precisa de melhora nos hábitos alimentares;
  • Pregorexia: transtorno alimentar que atinge algumas mulheres durante a gestação;
  • Hipergafia: transtorno alimentar que leva o indivíduo a ingerir grandes quantidades de alimentos, mesmo  sem ter fome.

Causas e fatores relacionados aos transtornos alimentares

A princípio,os distúrbios alimentares estão associados a fatores de origem externa que predispõem e desencadeiam o transtorno, ou seja, não tem uma causa exata que leve ao surgimento da doença.

  • Ser do sexo feminino, normalmente, adolescentes e adultas;
  • Problemas familiares, como separação dos pais ou perda de ente querido;
  • Educação muito rígida
  • Pessoas na família que sofrem ou sofreram de transtorno alimentar;
  • Doenças pré existentes como depressão e transtorno de personalidade;
  • Baixa autoestima;
  • Autocrítica;
  • Ser vítima de abuso sexual infantil;
  • Sofrer bullying;
  • Problemas escolares.

Sobretudo, aquilo que de alguma forma, desperta fortes emoções das quais o indivíduo consegue controlar, ou ainda que se relacione com o modo de se enxergar, certamente levará a um transtorno, no caso o alimentar é um deles.

Sinais e sintomas de transtornos alimentares

Nem sempre é fácil perceber que alguém que conhecemos está passando por algum transtorno alimentar. Entretanto, há alguns sinais que se pode notar:

  • Flutuação no peso, tanto para mais, quanto para menos;
  • Alterações no padrão alimentar;
  • Prática exagerada de exercícios físicos;
  • Excesso de preocupação com a aparência;
  • Alterações no humor;
  • Distanciamento social durante as refeições;
  • Comportamento purgativo (Indução de vômitos e abuso de laxantes).

Com a presença da doença, os pacientes costumam apresentar problemas de anemia, perda de massa muscular e aparecimento de lanugo, pêlos finos que crescem pelo corpo como proteção térmica.

Tratamentos para transtornos alimentares

O tratamento para qualquer um dos transtornos alimentares citados anteriormente, será realizado com a ajuda de uma equipe multidisciplinar, no caso, um médico psiquiatra, psicólogo e nutricionista.

Dessa forma, os profissionais conseguem ajudar o paciente a ter uma relação melhor consigo mesmo, diminuindo os comportamentos prejudiciais, de excesso e de restrição, até que se alcance uma qualidade de vida satisfatória.

Saiba mais sobre transtornos alimentares. Agende uma consulta e saiba quais as opções de tratamento mais adequadas para cada caso e particularidade.
Artigo escrito pela Dra. Giuliana Cividanes


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