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Conheça o tratamento para a síndrome de burnout

Postado em: 14/05/2025

Também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, a síndrome de burnout é um distúrbio psíquico caracterizado por um estado de tensão emocional e estresse crônico, por conta de condições exaustivas de trabalho, sejam físicas, emocionais ou psicológicas. 

Esse quadro se manifesta principalmente em indivíduos com profissões que envolvem relações interpessoais mais diretas e intensas e pressões constantes, como profissionais da educação e da saúde, jornalistas, psicólogos, agentes penitenciários, policiais, bombeiros, de recursos humanos, assistentes sociais, mulheres que enfrentam dupla jornada, dentre outras, além dos workaholics, que são pessoas viciadas no trabalho.

tratamento para a síndrome de burnout

Na síndrome de burnout, o indivíduo acaba sendo levado ao seu limite físico e emocional, devido ao estresse, ansiedade e nervosismo intensos e constantes, com poucos momentos de descontração e descanso, o que resulta num cansaço extremo, desmotivação e esgotamento, sendo esses os principais sintomas relacionados ao quadro.  Com isso, o indivíduo passa a:

  • Faltar no trabalho;
  • Se tornar agressivo e irritado;
  • Se isolar;
  • Perder o apetite;
  • Mostrar desânimo e apatia;
  • Apresentar mudanças bruscas de humor;
  • Ter dificuldade de concentração;
  • Ter lapsos de memória;
  • Se mostrar ansioso, depressivo, pessimista e com baixa autoestima.

Além disso, o transtorno também pode desencadear em sinais físicos, como dor de cabeça, pressão alta, cansaço, sudorese, palpitação, enxaqueca, dores no corpo, insônia, problemas gastrointestinais, crises de asma, etc., fazendo com que a pessoa também fique mais suscetível a doenças, devido à queda de imunidade.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento para a síndrome de burnout?

Detectar a síndrome de burnout pode ser um tanto complexo, afinal, não existem exames de sangue ou imagem capazes de corroborar com a suspeita. 

Basicamente, o diagnóstico é clínico, a partir de uma avaliação minuciosa da história do paciente, principalmente no que concerne à sua relação com o trabalho e realização pessoal com as suas atividades. 

De forma geral, os pacientes que têm o diagnóstico confirmado com essa condição costumam apresentar três características peculiares:

  • Exaustão: que não alivia com folgas, final de semana nem férias;
  • Ceticismo: falta de perspectiva;
  • Sensação de ineficácia: nunca produz tanto quanto gostaria, ou sente que a sua função não tem a menor importância, ou ainda que a sua dedicação é maior do que a satisfação que o trabalho traz.

É comum que a síndrome de burnout seja confundida com outros transtornos emocionais, uma vez que o seus sintomas também estão presentes em outras patologias mentais. 

Por isso, é de extrema importância que, se houver alguma suspeita da doença ou estiver enfrentando alguns dos sintomas, procurar ajuda de um profissional para traçar um diagnóstico correto.

Normalmente, o tratamento da síndrome de burnout consiste numa combinação de medicamentos e psicoterapia, além de descanso, que de modo geral pode durar de um a três meses. 

O tratamento psicológico é essencial, pois ajuda o paciente a encontrar caminhos para combater o estresse, sendo que as consultas também servem como períodos de desabafo, auxiliam na busca por autoconhecimento e para ganhar mais segurança no trabalho.

Além disso, durante o tratamento psicológico, o paciente deve se deparar com algumas estratégias simples, mas importantes, para tornar o tratamento mais rápido e eficaz, como:

  • Reorganização do trabalho (principalmente horários e tarefas);
  • Realizar atividades relaxantes;
  • Aumentar o convívio social;
  • Praticar exercícios físicos.

O tratamento medicamentoso deve ser acompanhado pelo médico psiquiatra, que poderá prescrever remédios antidepressivos, como Sertralina ou Fluoxetina, a fim de amenizar os sintomas da síndrome de burnout, em especial aqueles associados à sensação de incapacidade e inferioridade.

Os sinais de melhora do paciente costumam surgir com um maior rendimento no trabalho, gerando bem-estar, mais confiança e redução gradativa dos sintomas físicos, como as dores de cabeça e fadiga. 

Entretanto, quando não se cumpre devidamente o tratamento indicado, pode ocorrer o agravamento dos sintomas existentes e o surgimento de outros mais sérios, como a depressão, que pode levar inclusive à necessidade de internação.

Recomendações gerais relacionadas à síndrome de burnout

Tenha em mente que mudanças no estilo de vida são a melhor forma de prevenir ou tratar o quadro. Portanto, a falta de tempo ou energia não deve ser usada como desculpa para não realizar atividades físicas, ir ao cinema, ao restaurante, dançar, se encontrar com amigos ou fazer qualquer outro programa com o objetivo de descontração e lazer. Ademais:

  • Fique atento ao consumo de álcool e outras drogas, especialmente com o intuito de se desligar dos problemas e fugir das crises de ansiedade e depressão;
  • Avalie a influência que o seu trabalho tem na qualidade de vida e na sua saúde física e mental;
  • Considere adotar uma nova dinâmica na sua rotina pessoal e profissional e avalie as possibilidades de melhorias;
  • Peça a opinião das pessoas do seu convívio, família, amigos e colegas de trabalho, sobre o assunto;
  • Se você tem alguns dos sintomas ou desconfia estar desenvolvendo o problema, procure o quanto antes ajuda profissional.

Você vive para trabalhar? Saiba que a saúde mental é tão importante quanto a física. Agende uma consulta com a Dra. Giuliana Cividanes e saiba mais sobre esse assunto.


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