Entenda tudo sobre a Psiquiatra Especializada em Insônia
Postado em: 21/05/2025
A insônia é caracterizada pela dificuldade em adormecer, de se manter dormindo ou acordar antes do horário desejado, o que pode acontecer de forma esporádica na vida do indivíduo ou ser mais frequente.
Geralmente, essa condição está associada a fatores psicofisiológicos, ligados ao estresse, ansiedade e expectativas, mas também pode ocorrer por conta de doenças, como a depressão, problemas respiratórios e reumáticos, devido ao uso de alguns medicamentos, ou então surgir em períodos específicos, como na gravidez e menopausa.

Na maioria dos casos, a insônia surge por conta de um evento estressor, como problemas conjugais, com a família, desemprego, pandemia, e etc., e costuma se perpetuar devido a fatores comportamentais. Basicamente, os principais fatores de risco para a insônia são:
- Transtornos mentais (ansiedade, depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar, etc.);
- Problemas de saúde física (refluxo, hipertireoidismo, dor crônica, síndrome das pernas inquietas, Alzheimer, etc.);
- Uso de medicamentos, principalmente quando ingeridos à tarde ou à noite (sibutramina, anfetamina, antidepressivos, betabloqueadores, corticosteróides, analgésicos com cafeína, e outros);
- Mudanças de fuso horário;
- Trabalho em turno;
- Fatores ambientais (local diferente, temperatura desconfortável, barulhos);
- Hábitos prejudiciais à saúde (fumar, abusar de bebidas alcoólicas, excesso de cafeína ou consumo em horário inapropriado, falta de atividade física);
Vale ressaltar que a insônia também pode, em alguns casos, surgir como um processo natural do envelhecimento. Assim como, ela pode se tratar de um sintoma, ou seja, estar relacionada a algum problema de saúde física e/ou mental, ou mesmo ser a própria doença, nesse caso, chamada de insônia primária.
Quem pode ter insônia?
Qualquer pessoa pode apresentar essa condição, inclusive as crianças, mas acomete principalmente as mulheres, podendo ter ligação com as questões hormonais, e os idosos, uma vez que o sono tende a ficar mais fragmentado com o passar dos anos, além da maior incidência de comorbidades nessa fase que influenciam na sua qualidade.
Na dúvida de quantas horas de sono, em média, são tidas como ideais para a sua faixa etária, pode-se considerar:
- Idosos (mais de 65 anos): 7 a 8 horas;
- Adultos (entre 26 e 64 anos): 7 a 9 horas;
- Adolescentes (entre 14 e 17 anos): 8 a 10 horas;
- Crianças maiores (entre 6 e 13 anos): 9 a 11 horas;
- Crianças (entre 3 e 5 anos): 10 a 13 horas;
- Crianças pequenas ( 1 a 2 anos): 11 a 14 horas;
- Bebês e recém-nascidos: 14 a 17 horas.
Do mesmo modo, também é importante se atentar aos principais sintomas desencadeados pela insônia, que vão além da irritabilidade, cansaço e da perda de performance no trabalho, mas se manifestam durante o dia com:
- Fadiga;
- Déficit de atenção, concentração e memória;
- Mudança de humor;
- Sonolência;
- Alterações no comportamento (agressividade, hiperatividade, impulsividade);
- Propensão a erros e causar acidentes;
- Prejuízos na vida profissional ou escolar, social, familiar.
Quando procurar psiquiatra especializada em insônia?
Quando o indivíduo sofre com pelo menos três episódios de insônia durante a semana, com uma frequência que dura mais de três meses, é indicado que se busque ajuda médica o quanto antes.
Se não tratada, essa condição pode trazer consequências, que vão desde o mau-humor, sonolência, falta de concentração e energia do dia seguinte até quadros mais graves, como depressão, problemas cardíacos, AVC, obesidade, diabetes, ansiedade generalizada, dentre outros.
Dependendo do caso, o médico poderá fazer os devidos encaminhamentos a outros profissionais ou especialidades médicas sempre que necessário.
De forma geral, se recomenda passar pelo médico psiquiatra para obter um diagnóstico e o tratamento da insônia, que, em alguns casos, necessita a prescrição de certos medicamentos, a fim de auxiliar o paciente a estabelecer uma higiene do sono.
O tratamento medicamentoso tende a ser temporário, e o objetivo é sempre fazer com que os remédios proporcionem noites de sono regulares, enquanto, em paralelo, se tratam as causas da insônia.
Durante esse processo, ainda poderão ser identificados e tratados outros possíveis transtornos que possam estar associados ao quadro.
Num determinado momento, o medicamento não será mais necessário e o paciente poderá restabelecer a sua capacidade natural de manter o sono dentro dos padrões saudáveis.
Além disso, o psiquiatra poderá indicar as devidas mudanças nos hábitos de vida do paciente que favoreçam a qualidade do sono e previnam o acionamento dos gatilhos que provoquem a insônia.
Dicas que favorecem a higiene do sono e evitam a insônia
- Estabelecer horários regulares para dormir e despertar, inclusive aos finais de semana;
- Evitar cochilos mais longos durante o dia, sem ultrapassar 30 minutos;
- Praticar atividades físicas, evitando a sua realização no período noturno;
- Evitar bebidas com cafeína à noite (café, alguns chás, refrigerante), até 5 horas antes de dormir;
- Fazer uma alimentação leve no jantar;
- Evitar ingerir bebidas alcoólicas à noite, até 6 horas antes de dormir;
- Reduzir a exposição à luz durante a noite (lâmpadas fortes e telas);
- Ter um local confortável para dormir (ambiente totalmente escuro e sem ruídos);
- Fazer atividades que ajudem a relaxar à noite (meditar, ouvir música calma, ler, um banho morno cerca de duas horas antes de dormir).
Precisa de ajuda para entender as causas da insônia e regular o seu sono? Agende a sua consulta e tenha mais qualidade de vida.