Conheça melhor a Psiquiatra Especializada em Depressão
Postado em: 04/06/2025
Caracterizada por uma tristeza profunda e pela perda de interesse e prazer pela vida, a depressão é um transtorno psiquiátrico que pode acometer pessoas de qualquer idade, sendo mais comum em mulheres na idade adulta por conta das oscilações hormonais que acontecem no período fértil.
A origem desse distúrbio está ligada a desequilíbrios na bioquímica cerebral, que pode se dar, por exemplo, numa redução na oferta de neurotransmissores como a serotonina, a qual é responsável pela sensação de bem-estar.
Portanto, a depressão é uma doença psicológica, que demanda tratamento com o psiquiatra, uma vez que essa é a especialidade médica capaz de definir um diagnóstico preciso e identificar o grau de severidade dos transtornos mentais para, assim, indicar os tratamentos mais adequados.

O psicólogo, por sua vez, também pode reconhecer um quadro de depressão no paciente durante as sessões de terapia e, juntamente com o psiquiatra, atuar no processo de tratamento.
Primeiro, é importante conhecer os sintomas característicos da depressão, que vão além da tristeza, angústia e falta de interesse por atividades até então prazerosas, também podendo ocorrer:
- Cansaço excessivo;
- Humor deprimido, que pode se manifestar por um desânimo persistente, sentimento de inutilidade e baixa autoestima;
- Sentimento de culpa;
- Sensação de medo, insegurança, desamparo, desespero ou vazio;
- Fraqueza;
- Alterações no apetite (para mais ou para menos);
- Ganho ou perda de peso;
- Irritabilidade;
- Alterações no sono (insônia ou dormir em excesso);
- Dificuldade de concentração, raciocínio e tomada de decisões;
- Interpretação negativa da realidade;
- Pensamentos negativos ou que envolvem morte;
- Dores e outros sinais físicos sem motivo aparente (dor de barriga, azia, má digestão, diarreia, prisão de ventre, tensão muscular, dor de cabeça, dor no corpo, sensação de corpo pesado, pressão no peito).
- Disfunção sexual.
Principais tipos de depressão
Depressão maior
Pode se manifestar em grau leve, moderado ou grave e é o tipo mais comum da doença, marcado por sintomas como tristeza, angústia, desânimo, culpa, dentre outros, que persistem por bastante tempo.
Sazonal
Mais comum em países onde, no inverno, há pouca luz natural, como Canadá, norte dos Estados Unidos, Islândia, Dinamarca e Noruega. A falta de sol nos períodos de frio extremo é o fator desencadeante.
Distímica
Caracterizada por sintomas leves, a depressão distímica muitas vezes acaba sendo negligenciada pelo indivíduo, que acaba aprendendo a conviver com essa condição por anos e não procura ajuda. Entretanto, se não tratado, esse quadro pode se agravar rapidamente e causar sérios danos na saúde física e mental.
Atípica
Se manifesta de modo peculiar, que difere um pouco dos outros tipos de depressão. Por exemplo, em vez do sono excessivo, a depressão atípica é marcada pela insônia e, em vez da falta de apetite, aumenta a vontade de comer. Além disso, os sintomas tendem a piorar no final do dia, quando o indivíduo passa a ter um humor mais sensível e com maior irritação.
Psicótica
Além dos sintomas comuns da depressão, surgem também episódios de delírio de perseguição ou o sentimento de que uma tragédia está prestes a acontecer. Nos casos mais graves e raros, o indivíduo acaba misturando a realidade com as fantasias da sua mente.
Mista
Facilmente confundido com ansiedade, geralmente, esse tipo é marcado por pensamentos acelerados, irritabilidade e comportamentos compulsivos, que podem ser por compras, por sexo ou até na sua reação com os outros, por exemplo.
Melancólica
Mais fácil de detectar, esse tipo é caracterizado pelo agravamento da tristeza profunda, angústia e falta de energia, com sintomas que tendem a ser mais fortes pela manhã e amenizarem um pouco no decorrer do dia. Nesses casos, o indivíduo pode se negar a sair de casa, inclusive para as suas consultas, o que exige um suporte maior dos familiares.
Pós-parto
Devido à queda dos hormônios após a gestação, a mulher pode desenvolver esse tipo de depressão, em que ela não consegue se alegrar com a maternidade, sendo tomada pelo sentimento de incapacidade de cuidar do bebê, culpa e até rejeição.
Psiquiatra especializada em depressão numa atuação multidisciplinar
Ao identificar o surgimento de sintomas suspeitos de forma repentina, que parecem não melhorar e passam a afetar a vida do indivíduo, é fundamental buscar ajuda especializada.
E, no caso da depressão, o psiquiatra e o psicólogo são os principais especialistas para investigar as causas psíquicas que levaram à doença e, então, atuarem com o melhor tratamento de acordo com cada paciente.
Outros profissionais podem fazer parte do processo e lidar com questões secundárias, como um educador físico, para orientar e acompanhar as atividades físicas que propiciem ânimo e bem-estar; um nutricionista, principalmente para os pacientes que apresentam algum quadro de compulsão alimentar ou que não têm vontade de comer; ou um médico do sono, por exemplo, para cuidar da higiene do sono, melhorando a sua qualidade durante as noites.
Ainda que a doença seja mais comum em mulheres adultas, as crianças e idosos também podem ser acometidos e apresentarem sintomas parecidos, geralmente, com algumas diferenças específicas.
Os pequenos, por exemplo, podem passar a se recusar a ir à escola, ficar irritadiços ou evitar contato social, e os adolescentes podem começar a beber ou usar outras drogas. Já os idosos, na maior parte dos casos, apresentam mudanças na personalidade, dificuldades de memória, pensamentos suicidas, dores e se isolam mais em casa.
Nem sempre o indivíduo que tem depressão está disposto a procurar um tratamento. Então, é importante se atentar às pessoas próximas e, caso identifique os sintomas em alguém do seu ciclo familiar ou de amigos, ajudá-las na busca por um profissional.
Quer conversar sobre esse assunto? Agende a sua consulta e tire todas as suas dúvidas sobre a depressão.