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Como É Feito o Diagnóstico de TDAH?

Postado em: 17/10/2025

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma das condições mais comentadas atualmente, principalmente nas redes sociais. Apesar da visibilidade, porém, ainda existe muita desinformação sobre seu diagnóstico e tratamento, o que pode levar a equívocos ou até mesmo a diagnósticos incorretos.

Identificar corretamente o TDAH é fundamental para que o paciente receba o acompanhamento adequado e possa melhorar sua qualidade de vida. 

Neste artigo, você vai entender o que é o transtorno, quais são seus tipos, os impactos que pode causar, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento!

O que é o TDAH?

OTDAH é um transtorno neurobiológico que costuma se manifestar na infância, mas pode persistir até a vida adulta. 

Ele se caracteriza pela tríade de sintomas: desatenção, hiperatividade e impulsividade. A pessoa com TDAH tem dificuldade em manter o foco, tende a se distrair facilmente, apresenta inquietação motora e, muitas vezes, toma decisões precipitadas sem avaliar as consequências.

Estima-se que até 30% das crianças com TDAH continuem apresentando sintomas na vida adulta. Por isso, o diagnóstico e o tratamento fazem toda a diferença para evitar prejuízos acadêmicos, profissionais, sociais e emocionais.

Tipos de TDAH

O TDAH pode se manifestar de diferentes formas, sendo classificado em três tipos principais:

  • TDAH com predomínio de desatenção: o paciente tem dificuldade em manter a concentração, tende a esquecer tarefas e perde facilmente o foco.
  • TDAH com predomínio de hiperatividade/impulsividade: pode envolver agitação física, dificuldade em permanecer parado, falar excessivamente e agir sem pensar.
  • TDAH combinado: quando estão presentes tanto os sintomas de desatenção quanto os de hiperatividade e impulsividade.

Quais podem ser os impactos do TDAH não tratado?

O TDAH não tratado pode comprometer diferentes áreas da vida. Na infância, é comum o baixo rendimento escolar, dificuldade em seguir regras e problemas de relacionamento com colegas e professores.

Já na vida adulta, pode resultar em instabilidade profissional, dificuldade de organização, esquecimentos constantes e impulsividade em decisões financeiras ou pessoais, por exemplo.

Além disso, o TDAH está associado a maior risco de ansiedade, depressão e baixa autoestima. Em alguns casos, o paciente pode desenvolver comportamentos de risco, justamente pela dificuldade em avaliar consequências.

Como é feito o diagnóstico do TDAH?

O diagnóstico do TDAH é clínico e deve ser realizado por um médico psiquiatra, após uma avaliação detalhada.

Não existe um exame laboratorial ou de imagem capaz de confirmar o transtorno. O processo inclui:

  • Entrevista clínica: o médico avalia sintomas atuais e passados, histórico escolar e familiar, além de dificuldades relatadas em diferentes fases da vida.
  • Critérios diagnósticos: baseados em manuais internacionais, como o DSM-5, que estabelecem a presença mínima de sintomas de desatenção e/ou hiperatividade/impulsividade por um período prolongado.
  • Avaliação multidisciplinar: é importante envolver psicólogos, pedagogos e neurologistas, para descartar outras condições que podem se confundir com o TDAH.
  • Exclusão de diagnósticos diferenciais: é importante descartar quadros como ansiedade, depressão, distúrbios de aprendizagem e até mesmo alterações de sono, que podem causar sintomas semelhantes.

A precisão do diagnóstico é essencial para garantir que o paciente receba a intervenção correta.

Como é o tratamento do TDAH?

O tratamento do TDAH é individualizado e combina diferentes estratégias. Entre as mais eficazes estão:

  • Medicamentos psicoestimulantes: auxiliam no aumento da concentração e no controle da impulsividade.
  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): contribui para o desenvolvimento de habilidades de organização, manejo do tempo e estratégias para lidar com a impulsividade.
  • Orientação familiar e escolar: no caso de crianças e adolescentes, é fundamental que pais e professores participem do processo, aprendendo a lidar com os desafios do transtorno.
  • Mudanças no estilo de vida: sono regular, prática de atividades físicas e técnicas de gestão de tempo são importantes aliados no tratamento.

Com acompanhamento adequado, é possível reduzir significativamente os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Perguntas frequentes

1. Como saber se tenho TDAH?

Apenas uma avaliação psiquiátrica pode confirmar. Sintomas como desatenção e impulsividade persistentes são sinais de alerta.

2. Crianças agitadas sempre têm TDAH?

Não. A hiperatividade pode estar relacionada a outras causas. O diagnóstico precisa ser cuidadoso.

3. O TDAH pode surgir na vida adulta?

Normalmente ele se manifesta na infância, mas pode permanecer sem diagnóstico até a fase adulta.

4. Medicamentos para TDAH causam dependência?

Quando usados corretamente e com acompanhamento médico, não causam dependência.

5. É possível tratar TDAH sem remédios?

Em alguns casos leves, a psicoterapia e mudanças de hábitos podem ajudar, mas muitas vezes o uso de medicamentos é necessário.

6. O TDAH afeta apenas meninos?

Não. Meninos tendem a ser diagnosticados mais cedo, mas o transtorno também afeta meninas, muitas vezes de forma mais silenciosa.

7. Existe exame para diagnosticar TDAH?

Não. O diagnóstico é clínico e feito por um especialista.

8. Quem tem TDAH pode ter sucesso nos estudos e no trabalho?

Sim. Com tratamento adequado, é possível desenvolver estratégias para alcançar uma vida acadêmica e profissional bem-sucedida.

Se você suspeita de TDAH em você ou em alguém próximo, procure ajuda especializada. A Dra. Giuliana Cividanes, psiquiatra com residência pela Santa Casa de São Paulo, oferece atendimento acolhedor e atualizado em Pinheiros – SP.

Agende sua consulta entrando em contato pelo WhatsApp!

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