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Como identificar depressão em idosos?

Postado em: 31/01/2025

A terceira idade, é uma importante fase da vida, já que geralmente encerra-se a trajetória profissional, filhos seguem seus próprios caminhos e saem de casa, perde-se amigos e entes queridos, além de surgirem alguns problemas de saúde. 

Tantos acontecimentos em um período tão curto podem trazer uma carga emocional elevada e é comum que os idosos se sintam deprimidos nessa fase. 

Além disso, o número de idosos tem aumentado, uma vez que a expectativa de vida, em decorrência da tecnologia e dos tratamentos avançados para as doenças comuns na terceira idade, é maior. 

A depressão pode aparecer nessa fase fazendo com que os idosos convivam mais tempo com ela. 

depressão em idosos

Características da depressão em idosos 

A depressão pode surgir apenas na terceira idade, por conta de todos os fatores e perdas mencionadas. O fator hereditário não é o mais prejudicial, já que a doença está muito mais relacionada com o envelhecimento em si. 

Mas há também casos onde o problema já acompanha o paciente e se intensificou nesta fase, apresentando características de cronificação.

Os sintomas que surgem na depressão em idosos são mais atípicos, muitos nem parecem ou se sentem tristes. A falta de memória pode muitas vezes ser um sinal forte de depressão, que acaba se confundindo com demência nessa fase.

Os idosos deprimidos e até ansiosos costumam reclamar de dor física e problemas de memória, além da dificuldade de comer e dormir. Essa apresentação da doença de forma diferente acaba dificultando o diagnóstico e a adesão ao tratamento, uma vez que muitos pacientes não aceitam a doença.

É na fase idosa também que a personalidade se intensifica, adultos gentis tendem a ficar ainda mais gentis quando se tornam idosos, assim como adultos mal-humorados tendem a ter o humor piorado com a idade.

E é justamente a personalidade que irá determinar como será encarada a depressão nessa fase. Pessoas pessimistas e com baixa autoestima estão mais predispostas à depressão.

Um cuidado essencial que deve ser tomado é para não se banalizar os sintomas da depressão em idosos com a justificativa de ser coisa da idade. Toda mudança de comportamento deve ser observada acompanhada de um profissional. 

Impactos da depressão em idosos

A depressão, em qualquer fase da vida, pode prejudicar a qualidade de vida do paciente. Em idosos, isso tende a se intensificar, uma vez que a recuperação de qualquer problema se torna ainda mais lenta. 

A doença pode interferir em aspectos físicos, já que o idoso irá perder a vontade de praticar exercícios, se alimentar saudavelmente, participar de programas sociais e até mesmo tomar os remédios para as enfermidades que surgem com a idade.

A relação sexual é um aspecto importante na vida de todo adulto, inclusive dos idosos. As mulheres quando entram na menopausa podem sentir baixa libido e dificuldades na hora H, assim como os homens podem sofrer com a impotência e esses problemas sexuais contribuem para o desenvolvimento da depressão nos idosos. 

Por isso, estimular uma vida sexual ativa, mesmo na terceira idade, contribui muito para a saúde física e mental.

A consequência mais grave da depressão é o risco de suicídio, o que aumenta ainda mais na terceira idade. Dados apontam que os idosos chegam a tentar suicídio até sete vezes mais do que o adulto jovem.

Tratamento da depressão em idosos

A primeira coisa a se fazer é não diminuir os sintomas dos idosos à coisas da idade. Envelhecer não é doença e sempre que houver dificuldade para realizar qualquer tarefa, esta deve ser tratada com atenção. Somente com o diagnóstico correto é possível fazer o tratamento de forma adequada.

É comum que as mulheres sejam as primeiras a procurar ajuda em caso de suspeita de algum problema de saúde, principalmente na terceira idade. Para os homens, há uma certa resistência.

O tratamento da depressão em idosos é feito através da combinação de medicamentos, principalmente antidepressivos, com psicoterapia e terapias ocupacionais, como estímulo para realizar atividades que retomam o prazer de viver. 

O idoso pode, de acordo com a sua personalidade, optar por aulas de dança, trabalhos manuais, corais, grupos de passeio e qualquer outra atividade que o distraia e o faça sentir reintegrado à ambientes sociais. Até mesmo um animal de estimação pode ser um bom estímulo para o paciente idoso. 

A presença da família é fundamental para o sucesso no tratamento, afinal, sentir-se abandonado nessa fase da vida é motivo de profunda tristeza.

Prevenção 

Invista em atividades que permitam o convívio com outras pessoas, o estímulo do cérebro e manutenção de laços sociais: 

  • Praticar exercícios físicos em grupo e aeróbicos; 
  • Frequentar centros de convivências de terceira idade; 
  • Conviver com animais domésticos. 

Cetamina para depressão em idosos

A cetamina é a maior descoberta dos últimos 50 anos na área da psiquiatria em combate a depressão. Ela é usada tradicionalmente como anestésico, mas uma série de estudos pelo mundo já comprovou que, em doses menores, a cetamina também combate a doença.

Ela age nos receptores dos neurônios e faz com que eles se expandam e formem novas conexões, melhorando a transmissão cerebral, a formação de novos neurônios e restaurando circuitos cerebrais que estão funcionando de forma precária na depressão ou que estão até atrofiados. 

Para depressão, a cetamina é um tratamento off label, ou seja, é utilizada para uma finalidade diferente daquela que está indicada na bula. O produto é aplicado na veia, mas pesquisadores brasileiros já testaram a aplicação subcutânea no abdômen. 

Os pesquisadores esperam que a cetamina subcutânea seja aprovada pela Anvisa, mas é essencial lembrar que tomar a cetamina não significa largar os remédios indicados para tratamento da depressão. 

O que é a depressão?

A depressão é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.

É importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas, etc.

Diante das adversidades, as pessoas sem a doença sofrem, ficam tristes, mas encontram uma forma de superá-las. Nos quadros de depressão, a tristeza não dá tréguas, mesmo que não haja uma causa aparente. 

O humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos. Desaparece o interesse pelas atividades que antes davam satisfação e prazer e a pessoa não tem perspectiva de que algo possa ser feito para que seu quadro melhore.

Para saber mais sobre depressão, agende uma consulta!

Artigo escrito pela Dra. Giuliana Cividanes


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