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O que é a Síndrome do Pânico e como tratar?

Postado em: 28/02/2025

A síndrome do pânico é caracterizada como uma condição em que está associada a crises (ataques) repentinas de ansiedade aguda, juntamente com a sensação de medo e desespero que desencadeiam sintomas físicos e emocionais de alta intensidade.

A saber, as crises são diferentes de momentos de angústia, susto ou alguma preocupação que vez ou outra somos surpreendidos ao longo da vida.

síndrome do pânico

O que é a Síndrome do Pânico?

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a OMS, o transtorno afeta de 2% e 4% da população brasileira, e que cada vez mais, esses números preocupam os profissionais de saúde mental, no sentido de emitir alertas aos órgãos de saúde, que motivam campanhas de conscientização.

Considerada um tipo de transtorno de ansiedade, a síndrome do pânico provoca crises aterrorizantes nos pacientes, que sentem nesse momento que algo ruim vai acontecer, mesmo quando não há motivos, nem sinais que algum perigo se aproxima.

Logo, as crises de pânico não tem hora certa para aparecer, já que é comum que a pessoa que sofre dessa condição, fica em estado de alerta a todo o momento, inclusive, amigos e colegas próximos, talvez nem percebam, já que as manifestações começam por meio dos pensamentos, que se transformam em preocupações constantes, até que o controle seja perdido.

Diferença entre ansiedade e síndrome do pânico

Como a ansiedade está presente na sociedade de forma geral, é comum que haja dúvidas quanto a diferença dela para a síndrome do pânico.

Dessa forma, pode-se dizer que a ansiedade está relacionada ao que uma pessoa no futuro vai vivenciar, como uma entrevista de emprego, uma reunião importante, o período de gestação e parto, entre outras.

Ou seja, para a ansiedade, as situações são mais concretas e racionais, e que até um certo nível, ela é benéfica, e faz parte da natureza do ser humano.

No caso da síndrome do pânico, as preocupações e as crises são intensas e imprevisíveis, e que normalmente não há uma situação conhecida que conecte as emoções.

Outras diferenças entre elas, são os sintomas físicos e emocionais, onde podemos citar que a ansiedade pode ser contínua, enquanto que o transtorno de pânico tem curta duração, embora pareça que o indivíduo vá sofrer de um AVC.

Para tanto, é preciso buscar orientação médica especializada, no caso, profissional de psiquiatria, cujo objetivo é diferenciar e oferecer o tratamento adequado para ambas as condições.

Causas e fatores da síndrome do Pânico 

Em muitas doenças, não apenas as de saúde mental, as causas ainda são desconhecidas e o que costuma-se encontrar são fatores de origem externa, por exemplo, que estimulam as crises e dificultam o dia a dia do indivíduo.

Entretanto, o fator genético, bem como o temperamento da pessoa e o estresse constantes, mudam o organismo, a nível físico químico, aumentando a predisposição das reações.

A seguir, os fatores mais comuns associados ao transtorno:

  • Reação de estresse a nível extremo perante os acontecimentos;
  • Mudanças de vida pessoal ou profissional repentinas;
  • Perdas, separações, morte ou doença de um ente querido;
  • Estresse pós-traumático (TEPT);
  • Criar grandes expectativas;
  • Dificuldade em aceitar opiniões diferentes da sua, ou até mesmo, de mudar as próprias crenças;
  • Reprimir sentimentos negativos;
  • Sentimento de negação;
  • Histórico de violência e abuso durante a infância;
  • Preocupação excessiva frequente;
  • Necessidade de estar no controle da situação;
  • Sobrecarga de trabalho doméstico ou profissional;
  • Pressão pessoal para a realização de grandes responsabilidades;
  • Perfeccionismo e baixa aceitação de erros.

No atual cenário em que vivemos, onde a pressão profissional é alta, as responsabilidades domésticas e estudos são cobradas pela sociedade, é comum que situações corriqueiras podem se transformar em verdadeiros desafios, o que aumenta as chances de alguém sofrer de síndrome de pânico.

Muitas vezes, as situações e pessoas ao redor são quem acabam ditando os passos da nossa vida, nos cobrando de tarefas e deveres, não sobrando tempo para os momentos de lazer e descanso.

Então, é preciso retomar as rédeas da própria vida, com sabedoria e serenidade, mas dessa vez, a pessoa pode ter a chance de dividir com alguém profissional as dificuldades que a limitam de ter uma vida com mais momentos de bem estar.

Separar um tempo para cuidar da saúde mental, é também, um gesto de autocuidado, que todo o corpo também se beneficia.

Sintomas da síndrome do Pânico

Os sintomas que antecedem e duram enquanto desencadeia a crise de pânico, impactam a parte física e emocional de formas muito acentuadas.

Sensação de falta de ar, perda do foco da visão, palpitações, tontura, tremores e pensamentos envolvendo desastres são alguns dos sintomas psicológicos e físicos.

Quanto aos sintomas emocionais, o paciente costuma ter a sensação de morte e medo a níveis extremos.

O que fazer quando alguém sofre um ataque de pânico?

Neste caso, se a pessoa já tem ciência de que sofre do transtorno, o ideal é buscar a prevenção do ataque, buscando um local que se sinta segura e que possa respirar e retomar à realidade tranquilamente. Além disso, tomar as medicações prescritas pelo psiquiatra é essencial para controlar os sintomas e crises.

Quando a pessoa desconhece que está sofrendo um ataque de pânico, o ideal é buscar ajuda de alguém próximo, a fim de encaminhá-la para um posto médico ou avisando algum ente querido sobre a crise, da forma mais tranquila possível, onde possa diminuir a intensidade dos sintomas.

Síndrome do pânico tem cura?

Sim, existe tratamento e as chances de cura para quem o faz de maneira adequada elevam a retomada da vida normal.

O diagnóstico é importante para iniciar o tratamento, que pode ser composto por ingestão de medicamentos e sessões de psicoterapia, que juntos, equilibram a parte psicológica e emocional do paciente.

A princípio, a psicoterapia tem demonstrado resultados de sucesso significativos na maioria dos casos, entretanto, o tempo de tratamento não pode ser estimado porque varia de cada paciente, inclusive, quando o mesmo apresenta dependência química ou quadro de depressão, em que uma adaptação individualizada deve ser feita.

Embora a psicoterapia seja um processo eficaz, em alguns casos os profissionais podem recomendar um trabalho multidisciplinar. Psicólogos e médicos psiquiatras costumam atuar em conjunto, utilizando uma combinação entre psicoterapia e medicação

O tratamento também inclui a mudança do estilo de vida, em que certos hábitos precisam ser eliminados, ajudando na consolidação de todo o esforço médico e paciente para que a melhora e até mesmo a cura da síndrome do pânico sejam alcançadas.

É de opinião comum da classe médica de psiquiatria que durante o tratamento, substâncias classificadas como estimulantes, por exemplo a cafeína, nicotina e álcool, devem ser evitadas e substituídas por alimentação saudável e exercício físico.

Concluindo, a síndrome do pânico é algo que pode ser prevenido e tratado. Agende uma consulta e saiba mais.
Artigo escrito pela Dra. Giuliana Cividanes


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