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Falar sobre ansiedade é falar sobre algo que vejo diariamente no consultório. Sou médica psiquiatra há mais de 25 anos e acompanhei de perto a transformação dessa palavra, de um termo quase tabu para um tema cada vez mais presente nas conversas, nas redes e nas buscas por ajuda.

Mas afinal, o que é ansiedade e quando ela se torna um transtorno? Em que momento aquele nervosismo saudável se transforma em algo que limita, paralisa e tira a alegria de viver? Hoje, quero dividir com você tudo o que aprendi ao longo dessas décadas acompanhando pacientes com diferentes perfis e histórias.

O que são os Transtornos de Ansiedade?

A ansiedade, em si, é uma emoção natural. Ela nos protege, nos mantém alertas e nos prepara para situações de desafio. É normal sentir ansiedade antes de uma apresentação, de uma viagem importante ou de uma prova.

No entanto, quando essa emoção passa a ser desproporcional, constante e difícil de controlar, ela pode se transformar em um transtorno. A partir daí, começa a interferir diretamente na forma como a pessoa trabalha, se relaciona e vive.

Sentimentos de preocupação e medo que interferem nas atividades diárias

Muitos pacientes me contam que acordam já preocupados, sentindo uma angústia inexplicável. O coração acelera, a respiração fica curta e parece que algo ruim vai acontecer a qualquer momento.

A ansiedade, nesses casos, não é mais apenas um “sinal de alerta” saudável. Ela se torna um peso constante, capaz de atrapalhar decisões, afetar relacionamentos e prejudicar o rendimento no trabalho ou nos estudos.

Atingem uma a cada quatro pessoas que procuram especialista

Você não está sozinho. Cerca de 25% das pessoas que chegam ao consultório de psiquiatria apresentam sintomas de ansiedade. Isso mostra como o problema é comum e, ao mesmo tempo, como ainda é pouco falado com profundidade.

Apesar de ser tão frequente, muita gente demora anos para buscar ajuda, muitas vezes porque acredita que “é normal” ou “vai passar sozinho”.

Incluem ansiedade generalizada, síndrome do pânico e fobias

Existem vários tipos de transtornos ansiosos, cada um com suas características específicas. Alguns se manifestam como preocupação constante e difusa, outros em crises súbitas e intensas. Alguns envolvem medos muito específicos, enquanto outros são acompanhados de sintomas físicos tão fortes que se confundem com doenças cardíacas.

Falar com psiquiatra focada em ansiedade

Principais tipos de transtornos de ansiedade

Entender as diferenças entre os transtornos de ansiedade é essencial para direcionar o tratamento de forma correta e individualizada.

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

No TAG, a preocupação é constante e abrangente. O paciente sente ansiedade por tudo: saúde, trabalho, futuro, família.

Muitas vezes, essas preocupações não têm fundamento real ou são desproporcionais à realidade. Ainda assim, o corpo reage como se estivesse em perigo iminente, gerando tensão muscular, insônia e dificuldade de concentração.

Síndrome do Pânico e Ataques de Pânico

As crises de pânico são episódios de medo intenso, acompanhados de sintomas físicos intensos: taquicardia, sudorese, falta de ar, sensação de desmaio e medo de morrer.

Costumo dizer que uma crise de pânico é como se o corpo entrasse em modo de “alarme máximo”, sem um motivo real para isso. A pessoa sente que vai perder o controle ou enlouquecer, o que a faz evitar lugares ou situações por medo de novas crises.

Fobias Específicas e Fobia Social

As fobias específicas são medos intensos e irracionais de objetos ou situações específicas, como altura, avião, animais ou agulhas.

Já na fobia social, o medo se volta para o julgamento alheio. Falar em público, ser observado ou simplesmente estar em um ambiente social pode gerar tanto desconforto que a pessoa começa a evitar completamente essas situações.

Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

O TEPT surge após uma experiência traumática, como acidentes, violência ou perdas marcantes.

Os sintomas incluem flashbacks, pesadelos, hipervigilância constante e evitação de lugares ou situações que lembram o trauma. O cérebro fica “preso” no momento do evento, como se ele pudesse se repetir a qualquer instante.

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

No TOC, a ansiedade se manifesta através de pensamentos obsessivos e rituais compulsivos. A pessoa sente a necessidade de repetir ações (como lavar as mãos, checar portas) para aliviar o medo ou a angústia.

É comum ouvir no consultório frases como “eu sei que é irracional, mas não consigo parar”.

Sintomas mais comuns

Os sintomas de ansiedade são variados e podem se manifestar no corpo, na mente e no comportamento.

Preocupação excessiva e desproporcional

A mente fica ocupada o tempo todo com cenários negativos. O medo de que algo ruim aconteça toma conta dos pensamentos, impedindo o foco no presente.

Ataques de pânico com palpitações e falta de ar

Durante uma crise, o coração dispara, a respiração fica curta e a sensação de descontrole domina. Mesmo que passe, a pessoa fica com medo de ter uma nova crise, o que aumenta ainda mais a ansiedade.

Tremores, suor excessivo e boca seca

Esses sintomas físicos são respostas automáticas do corpo ao “modo alerta”. Para muitos pacientes, esses sinais são tão intensos que os levam ao pronto-socorro pensando que estão tendo um infarto.

Insônia, pesadelos e fadiga

A mente acelerada impede um sono reparador. O paciente acorda cansado, sem energia, o que alimenta ainda mais o ciclo de ansiedade.

Dificuldade de concentração e pensamentos acelerados

A ansiedade faz com que a mente fique “pulando” de um pensamento para outro. Isso prejudica a produtividade, aumenta o sentimento de incapacidade e alimenta a insegurança.

Evitação de situações que causam ansiedade

Para tentar evitar crises ou sintomas, a pessoa passa a evitar compromissos, encontros e situações novas. Com o tempo, o mundo vai se tornando cada vez mais restrito.

Reconhece estes sintomas? Agende sua consulta

Quando procurar um psiquiatra?

Muitas pessoas me perguntam: “Será que já está na hora de buscar ajuda?” A resposta geralmente é: se a ansiedade já interfere no seu dia a dia, é hora de conversar com um especialista.

Quando a ansiedade interfere no trabalho ou relacionamentos

Se você começa a recusar oportunidades, se sente sempre irritado ou distante das pessoas, isso é um sinal de alerta.

Se há ataques de pânico frequentes

A frequência e intensidade das crises não devem ser ignoradas. Cada nova crise costuma aumentar o medo e piorar o quadro geral.

Quando há evitação de situações importantes

Deixar de sair de casa, evitar dirigir ou recusar convites importantes são indícios claros de que a ansiedade está controlando sua vida.

Se sintomas persistem por mais de 6 meses

Mesmo em casos menos intensos, se os sintomas duram muito tempo, podem se tornar crônicos e impactar profundamente a saúde mental e física.

Diagnóstico dos transtornos de ansiedade

O diagnóstico é um processo cuidadoso e vai muito além de uma “etiqueta”.

Avaliação clínica detalhada dos sintomas

Na consulta, investigo quando os sintomas começaram, o que os desencadeia, como interferem na rotina e qual o grau de sofrimento.

Escalas específicas para ansiedade

Essas ferramentas me ajudam a quantificar a intensidade e acompanhar a evolução do tratamento.

Diagnóstico diferencial com outras condições

É comum confundir ansiedade com doenças cardíacas, hipertireoidismo ou até mesmo transtornos de humor. Um diagnóstico preciso evita tratamentos equivocados.

Avaliação de comorbidades (depressão, TDAH)

A ansiedade raramente anda sozinha. Em muitos casos, é acompanhada de depressão ou TDAH, exigindo um olhar integrado para o tratamento.

Conhecer opções de tratamento

Tratamentos disponíveis

Não existe fórmula única. Cada paciente é único e merece um plano adaptado às suas necessidades.

Medicamentos ansiolíticos e antidepressivos

Os medicamentos ajudam a reduzir os sintomas físicos e emocionais, tornando possível engajar em psicoterapia e retomar a rotina.

Terapia Cognitivo Comportamental (TCC)

A TCC é uma das abordagens mais eficazes. Ajuda a reconhecer pensamentos distorcidos, enfrentar medos e desenvolver estratégias saudáveis de enfrentamento.

Técnicas de relaxamento e mindfulness

Exercícios de respiração, meditação guiada e prática de atenção plena ajudam a reduzir o estado de alerta constante.

Mudanças no estilo de vida

A qualidade do sono, alimentação, prática de exercícios e redução de cafeína podem fazer grande diferença.

Tratamento combinado medicação + terapia

A combinação potencializa os resultados, permitindo um manejo mais completo e eficaz dos sintomas.

Especialização da Dra. Giuliana Cividanes

Há mais de 25 anos, dedico meu trabalho ao cuidado de pacientes com transtornos de ansiedade.

25+ anos de experiência em transtornos de ansiedade

Acompanhando desde casos leves até quadros graves e resistentes.

Formação em Terapia Cognitivo Comportamental

Essa formação me permite integrar farmacologia e psicoterapia em uma abordagem única.

Abordagem integrativa medicação + terapia

Acredito na força da escuta, na importância do vínculo e na construção conjunta de estratégias.

Tratamento personalizado para cada paciente

Cada história é única. Por isso, o plano de tratamento também precisa ser.

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📍 Atendo em Pinheiros, São Paulo, em um ambiente acolhedor e discreto.

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Perguntas Frequentes

Com tratamento adequado, a grande maioria dos pacientes consegue viver sem crises ou com controle total.

No transtorno, os sintomas são intensos, duradouros e impactam a vida de forma significativa.

Nem todos. O uso é sempre individualizado e monitorado.

Depende do caso, mas muitos pacientes percebem melhora nas primeiras semanas.

Depende da gravidade. Em casos leves, sim; em quadros graves, pode ser necessária medicação.

Não, mas são muito desconfortáveis e assustadores.

Sim. Sintomas como tremores, sudorese, dor no peito e falta de ar são muito comuns.

A avaliação médica é essencial. Muitas vezes, exames são feitos para afastar doenças cardíacas.